Satisfação versus Bem-estar

O Movimento Nossa São Paulo usa, como referência para a avaliação das políticas públicas, indicadores de bem-estar no município. Esta prática não seria mais interessante para as organizações do que a medida do “Clima organizacional” ou da “Satisfação”? Afinal, as empresas tem responsabilidade por manter condições que favoreçam o bem-estar de seus empregados, mas não pode ser responsabilizada pela satisfação, que depende de outros fatores. Ou, em uma abordagem mais completa, os atuais levantamentos de “Clima” poderiam ser divididos em dois resultados distintos. Um medindo o bem-estar e outro o grau de satisfação, já que este último pode estar associado a aspectos mais subjetivos, como não gostar do tipo de trabalho realizado.

A separação permitiria uma gestão mais eficaz, por dar mais clareza às causas dos baixos escores, quando ocorrerem. Qual a sua opinião?

Rotatividade de profissionais qualificados provoca perdas elevadas

Rotatividade elevada, nas funções que detém o conhecimento tecnológico ou do negócio, resulta em uma perda estratégica para a organização. Esta perda é bem exemplificada pela Independent Project Analysis IPA. A consultoria norte-americana, especializada em benchmarking na área de gerenciamento de projetos, constatou um atraso médio de 12% no cronograma, nos casos em que houve substituição do líder do projeto, comparativamente a projetos similares em que o líder permaneceu.

A rotatividade deve ser adequada à estratégia da organização

A Rotatividade ideal é aquela em que a organização consegue reter seu pessoal bem qualificado e substituir aqueles que apresentam deficiência no desempenho. A rigor, o valor ótimo dependerá da situação específica de cada organização e do mercado. Portanto, é importante entender que a rotatividade deve ser adequada às peculiaridades do setor e à estratégia da organização. Assim, é esperado que a rotatividade ótima no varejo seja superior aquela de uma empresa de software, por exemplo.