Nosso principal produto de consultoria é
a Análise Comparativa de Desempenho
- ACD, que consiste em obter uma série de informações
de desempenho e de processo de várias empresas de um mesmo
segmento industrial e, através de análise estatística,
financeira e de engenharia, fazer agrupamentos e comparações
que permitam as empresas clientes conhecerem seu posicionamento
relativo e identificarem oportunidades para melhoria de seus resultados.
Um exemplo, com dados fictícios,
pode ser encontrado na figura abaixo:
A empresa também agrega valor através
da padronização dos indicadores - de modo a permitir
sua comparação - e da preservação do
sigilo no que se refere à origem dos dados, viabilizando
o processo de benchmarking entre concorrentes.
Benefícios
O uso da Análise
Comparativa de Desempenho traz vantagens como:
Acesso a informações que,
de outro modo, não seriam acessíveis.
Permite descobrir a verdadeira posição
em relação à concorrência nos diversos
aspectos de desempenho.
Otimiza a priorização de recursos,
na medida em que são identificados os pontos com maior potencial
de ganho e nos quais vale mais a pena investir.
Legitima as metas de melhoria estabelecidas,
pois como são baseadas em referenciais de excelência
(benchmarks) efetivamente alcançados em outras organizações,
acabam impondo um clima de desafio e motivação às
equipes.
Reduz a resistência às mudanças
e coloca o foco no ambiente externo e na busca de soluções,
criando oportunidades para aprender com a experiência dos
outros, identificando as melhores práticas.
O próprio trabalho de levantamento
de dados e preenchimento do questionário da pesquisa traz
conhecimento sobre o processo interno, ao mesmo tempo em que amplia
a cultura de medição do desempenho e da análise
crítica dos processos.
Apresentamos como vantagem, em relação
a outras consultorias, o fato de não prestar outros serviços
às empresas dos segmentos aos quais oferecemos este serviço,
o que evita conflitos de interesse e, ao mesmo tempo, dá
maior credibilidade ao sigilo essencial para a execução
deste tipo de trabalho.
Metodologia
O trabalho de consultoria para gerar o relatório
de Análise Comparativa de Desempenho
obedece a seguinte sistemática:
1. Análise do processo de produção
do cliente
Consiste em conhecer o processo de produção
do cliente, de modo a poder determinar quais são os parâmetros
que justificam atenção e que devem ser considerados
no trabalho de análise comparativa de desempenho. Esta tarefa,
realizada por meio de visitas, estágios e discussão
técnica com especialistas, pode levar de um a dois meses.
2. Escolha dos indicadores
Seleção dos indicadores, de
uso comum na indústria, que podem apontar os maiores potenciais
de ganho em uma análise comparativa.
3. Padronização dos indicadores
Consiste na publicação de um
documento denominado "Identidade do Indicador" que descreve
as características, critérios de coleta, unidade de
medida e outros pontos importantes do parâmetro que será
usado no processo de comparação.
4. Recebimento dos dados
A alternativa mais estruturada para o recebimento
dos dados é através de um questionário em papel
ou meio eletrônico, mas poderá ocorrer em reuniões,
por telefone, por fax, etc.
5. Análise da consistência
Os dados recebidos, antes de uma utilização
mais extensiva, são submetidos a testes de consistência
em 3 níveis:
Com outros dados da mesma empresa
O objetivo é verificar se os valores fornecidos são
compatíveis com o histórico e com os demais dados
fornecidos.
Com o processo usado
Nesta etapa da análise são verificados se os dados
apresentam comportamento lógico quando aos aspectos relacionados
às características de engenharia do processo de produção
utilizado pelo cliente.
Com todo o grupo de dados semelhantes
Consiste na verificação, através de ferramentas
estatísticas, de desvios anormais em relação
ao grupo de dados disponíveis.
Caso algum valor apresente comportamento anormal
em qualquer dos testes descritos, é prevista a confirmação
do dado junto ao cliente de modo a reduzir o risco de incluir erros
de coleta ou transcrição de dados nos trabalhos posteriores.
6. Análise e consolidação
dos dados
Na seqüência os dados consolidados
são agrupados e codificados para o trabalho estatístico
final, que compreende as seguintes etapas:
Análise estatística (dispersão,
tendências)
Através de cálculos são levantadas as principais
características estatísticas da amostra.
Análise comparativa
Neste momento os dados de cada cliente voltam a ser tratados individualmente
e são comparados com a amostra de modo a permitir seu enquadramento
no 1º, 2º ou 3º tercil.
Também é feita a determinação
das diferenças ou gaps em relação à
média e aos melhores resultados disponíveis. Quando
pertinente, os ganhos potenciais são traduzidos em unidades
monetárias ou de energia para dar maior incentivo na busca
das melhorias apontadas.
A codificação visa garantir o
sigilo quanto à origem das informações; cada
empresa, unidade fabril ou máquina de produção
ganha um código. Também são tomadas diversas
outras ações no sentido de proteger as informações
dos clientes que estão sob nossos cuidados; entre elas a
manutenção do banco de dados em um computador stand-alone
e a adoção de uma rigorosa política de back-up.
7. Formatação
Consiste no preparo das informações
para a entrega aos clientes e inclui a publicação
de um Relatório Técnico personalizado.
Inclui, também, em determinados casos, preparo de slides
(Power Point) com os resultados e oportunidades de melhoria (gaps)
para apresentação em seminários com o pessoal
do cliente.
Tanto o relatório técnico quanto
a apresentação podem ser fornecidos em papel, transmitidos
eletronicamente ou entregues em CD-ROM.
8. Suporte técnico
Eventuais dificuldades de interpretação
dos resultados, ou dúvidas sobre a metodologia usada, serão
atendidas por e-mail ou telefone; em casos excepcionais serão
feitas reuniões para este propósito.
Este trabalho será feito em ciclos periódicos,
a cada seis ou doze meses, em face da evolução e das
mudanças que ocorrem nos processos de produção
e gestão, e do próprio processo de aprendizado que
irá ocorrer, levando a novos indicadores e a inclusão
de outras áreas das empresas.
"Ser simples é complicado".
Amália Rodrigues
Fundamentos
Uma das formas de se ganhar competitividade
(Porter, 1991) é a sinergia entre unidades empresariais ou
concorrentes.
Dentre as diversas maneiras de se obter
sinergia destaca-se a troca de informações visando
à melhoria das diversas atividades que compõe a cadeia
de valor da indústria.
O processo de benchmarking comparativo,
ou análise comparativa de desempenho, é apresentado
de forma bastante detalhada por Balm (Balm, 1995).
Embora, na teoria, considere-se que empresas
em diversos mercados operem eficientemente, numerosos estudos empíricos
mostram o oposto. Geralmente tais estudos de eficiência revelam
um grande potencial para melhora no desempenho. Por exemplo, Berger
e Humphrey (Berger, A., Humphrey, D., 1997. The efficiency of financial
institutions: International survey and directions for future research.
European Journal of Operational Research 98, 175-212), descobriram
que a eficiência técnica média para bancos é
inferior a 0,8, sugerindo um potencial médio de melhoria
de 20%, baseados em um levantamento de 122 estudos de eficiência.